domingo, 2 de setembro de 2012

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Piscam pra mim as luzes lá fora
que como o brilho dos seus olhos, atraem minha atenção
Mas diferente da melodia doce que sussurravam outrora
hoje gritam de desprezo e escárnio pro meu coração.

O mel das promessas e eternas juras de amor
hoje percorre e corroi minha alma marcada
pelos castelos de areia erguidos no calor
e que infundados ruíram na bruma gelada.

Meu peito arfa, sem ar, sem destino
ao toque de amarga e profunda aflição
moldando o caráter de doce a ferino,
calejado nos golpes da decepção.

E no entanto respondem ao clamor do meu pranto
os amigos presentes em eterna aflição,
para que acalme meu ânimo, ao menos enquanto
não se apresenta no horizonte a definição.

Que leve a lição, apesar dos medos,
angústias, saudade do abraço e do toque da mão.
Mas que entenda que mais importante - ficam-se os dedos
e que reluzentes anéis, quando falsos, se vão.

(Mariana Diniz Lion)

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